De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; pelo contrário, nós fomos testemunhas oculares da sua majestade. 2 Pedro 1:16

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Apologia ao suicídio

Que mundo insano! Quase todos loucos, uma corja de suicidas! Quase nenhum incrédulo escapa e, em mesma quantia, posso afirmar dos cristãos. Estão todos vivenciando o estresse do próprio colapso, com a mente arruinada e agonizante, não mais distinguem o benéfico do malévolo, não mais trabalham em prol do futuro -rumam, hipócritas, para a ladainha de "aquecimento global" e "construir um planeta sustentável", mas esquecem-se completamente de que antes da ruína do mundo, pode chegar sua própria, como seres humanos.
O homem pós-moderno, o mais "poderoso", "sábio" e "evoluído" da história, tem conseguido trabalhar da forma mais estúpida imaginável. Tudo é relativo. O bom é relativo, o benéfico é relativo. Todas as idéias podem trabalhar juntas e se misturar, numa miscelânea caótica. Aquilo que é nitidamente proveitoso, pode ser reprovado e aquilo que escancaradamente se mostra venenoso, pode ser aceito. Todo o fundamento moral e ético de milênios tem sido fragmentado, desfeito, em prol da liberdade e libertinagem absoluta, nesse mundo onde cresce o extremo individualismo e consumismo. "Eu sou o rei, eu devo fazer tudo o que creio me trazer prazer e alegria." Casar com seu cão doméstico, adentrar no incesto, prostituir-se com estranhos toda a semana... tudo isso está, lentamente, sendo bem aceito -minha geração o pratica em larga escala, até mesmo de forma explícita- e incentivado -"somos só animais, aproveitem ao máximo os prazeres insanos de sua natureza suicida!" Sim, libera-se a orgia, a excedência em tudo -nos vícios, na prostituição-, além, é claro, de uma quebra geral de toda a barreira moral e tradicional de bom viver.
Eu tenho certeza que bem mais de 95% dos jovens de minha geração estão caíndo em tudo isso -incluo muito da juventude cristã, também. Leitor, o que se incentiva não é a satisfação extrema nos prazeres instintivos, o que se incentiva é o suicídio geral da sociedade, um genocídio. Conceba como tudo o que foi citado acima leva à morte, quando praticado em demasia. Transforma-se o jovem num cão, movido pela sua natureza, o cérebro é atrofiado pelo desvalorizar da cultura, do conhecimento útil e do pensar, manipulado por uma rede intrincada de chamarizes alucinógenos, mas completamente vazios em bom fruto. A geração anterior a minha padeceu de parte desse problema, mas a minha o constata como "bem-sucedido" em seus intúitos malévolos. Estão feitos em cães e, para se agradarem e distraírem, basta aproximar uma fêmea, lançar um osso ou uma bolinha ou passar a mão na cabeça. Se não surtir todo o efeito desejado, uma coleira bem firme na corrente impedirá a "rebeldia".
Os jovens que vejo por aí sentem-se os reis do universo e os campeões da história humana, mas não passam de vermes perdidos, aniquilados, não passam de seres infelizes e que nunca conseguirão experimentar uma alegria duradoura, um relacionamento genuíno e eterno, a vivência de uma família verdadeira, a satisfação de, na alta idade, olhar para o passado com orgulho. Estão condicionados a pular de parceiro em parceiro, evitar aproximações íntegras, mas, ao mesmo tempo e ironicamente, depositam esperanças e expectativas absurdas nos companheiros, afim de que supram suas carências, o que, sem dúvida, irá terminar em decepção e ruína. É, a mídia, o governo e as massas, manipuladas, fazem apologia ao suicídio.
O mais engraçado dessa história toda é que, se não bastasse a correria insana para o abismo, há um esforço sem medida para a destruição ou desvalorização da Palavra, da Bíblia, atribuindo à ela acusações terríveis, como sendo uma das maiores culpadas das discórdias e da violência ocidental, fonte de preconceitos, divisão, fanatismo e muito do que se vê de alarmante na sociedade. Sim, enquanto rumam insanos e por vontade própria numa libertinagem bestial e vampírica, atribuem à Bíblia um papel de vilã em nossa história. Antes de tudo, eu quero questionar: que moral eles têm de fazê-lo? Já não estão trabalhando por conta em sua auto-destruição? O que a Bíblia tem para com o genocídio intelectual e físico de toda uma nação? Estão com a faca a cortar seus pulsos e gritando bem alto, enquanto o fazem: "Isso é culpa da Bíblia!" Eu, particularmente, acho isso irônico! E, de qualquer forma, se a Bíblia incentivasse algo ruim -o que não faz-, estaria lançando alguma idéia nova de morte para o bando de loucos que já a procuram?
Além da apologia ao suicídio, nossa sociedade vem trabalhando numa destruição geral de tudo o que é bom e efetivo, o cristianismo é uma das pedras no caminho para os que querem correr para o abismo sem tropeçar antes da fenda. Aqui entra uma legião de pseudo-intelectuais, frutos da manipulação das instituições de ensino e da mídia, para servir de bolas de canhão à elite dominante, na luta contra o que é bom, em prol do caos. Existem os anticristãos que tentem mais ao satanismo, idolatrando, de forma até bem infantil e estúpida, as religiões nórdicas como se tivessem algum porte significativo, algum embasamento lógico viável e fossem mais puras moralmente do que o cristianismo. Outros anticristãos fazem parte da militância ateísta, que, por algum motivo, nutrem um desejo insaciável por ver todo o cristianismo em ruínas, esfacelado e pisoteado, desejo bem pouco nobre e bem fundamentado, pois essa sede toda pela destruição completa de algo que trabalha com base num código moral e ético maravilhoso, só pode provir de um insaciável desejo por anarquia e destruição, pela desestruturação da sociedade e, logo, pela própria destruição. Aquele que se encontra em trevas e morte internas, há de expôr e desejar morte, principalmente se for para levar outros tantos para o abismo, afim de amenizar sua dor e culpa insuportável.
Bom, vamos trabalhar com o que for melhor, se quisermos o bem da sociedade. O antricristão, ao maquinar contra o cristianismo pelo âmbito científico, filosófico e moral, há de apresentar uma alternativa que seja mais sóbria e viável científica, filosófica e moralmente. O cristianismo só irá ruir quando esses três pontos forem comprovadamente falhos. Os céticos podem, quem sabe, usar de seus trunfos científicos e filosóficos, mas e sua palavra quanto à moral? Aqui mora um dos grandes problemas da postura do homem moderno: quer destronar algo, mas não tem nada pra pôr no lugar. É como esvaziar um poço: o que ficará no lugar da água? Uma galeria vazia? Então o solo ruirá por sobre o vazio, destruíndo o que estiver na superfície.
Se eu pregar que venho do acaso, sou um animal, sem alma e sem eternidade para construir, não preciso me submeter a nada, não existe barreira moral. O ideal é correr insano para suprir toda a espécie de prazer. Não precisa-se valorizar a vida do próximo, ele não é nada além de uns anos de suspiro, morre e sobra só o limbo -liga e desliga como o faço com este computador. Bom, em moral a alternativa cética ao cristianismo é completamente falha, mas erra aquele que pensa: "pelo menos em ciência e filosofia estamos bem"... é aqui que te peço para ler as seguintes postagens: "Pelo que luto", "Perdidos no pântano" e "Por que se opor?"
É esse o meu pensar: se não tem nada melhor pra colocar no lugar, então não tire o que ali está! Reforme! Se removida uma pedra nos fundamentos de uma construção, imediatamente outra, de mesmas dimensões, deve ser colocada no lugar, afim de que se evite a ruína. Uma sociedade erguida com fundamentos cristãos, não pode, simplesmente, lançar mão da fé cristã sem uma alternativa de igual atuação. Pense! Não faça apologia à algo se for apenas para nutrir sua vaidade, crescer individualmente, passar o tempo ou pôr todo seu ódio para fora. Defender algo engloba muito mais do que o mundo que te cerca e um movimento de apologistas pode mudar drasticamente para pior ou melhor a sociedade conforme aquilo que prega. Largue mão do egoísmo, arrogância! Preste mais atenção nas conseqüências que tuas idéias, por ventura, podem provocar!
Bom, embora, pelo que tenho percebido, o cético não costuma defender com argumentos suas idéias, preferindo atacar o opositor moralmente, eu me darei ao trabalho de provar que a fé cristã é potencialmente benéfica para a sociedade -se ela, a sociedade, desejar sobreviver- e que não deve, sem mais nem menos, ser desmerecida e atacada, é suicídio, mediante o caos filosófico e comportamental atual, jogar às traças a mais bela e profunda fonte de moral, ordem e honra de que se tem conhecimento e acesso.
Os céticos e críticos vorazes da Bíblia usam de alguns argumentos para invalidá-la. Porém, antes de expôr alguns de seus questionamentos, gostaria de ressaltar no que falham ao desferir críticas sobre a moral bíblica: muitas vezes, quando algo errado é descrito na Bíblia, no próprio texto o ato imoral não necessariamente é acusado em versículo como o sendo, o leitor há de ter carga de conhecimento bíblico suficiente para perceber quando isso acontece. Muitas das acusações dos céticos se baseiam nessas precipitações. O crítico, muitas vezes, baseia suas acusações numa exegese ruim -fracassa ao conceber o contexto histórico, cultural e literário do texto que usa-, deve-se analisar toda a passagem em que o versículo se insere. Outro problema está no parco conhecimento teológico da maioria ou em sua maldade e preceito, ao ler já procurando por falhas e com a mente condicionada nisso - assim fica fácil errar o pulo. Há, também, o fracasso hermenêutico, não sabendo trazer e interpretar o texto para nossa realidade atual. E como há falhas de interpretação, deturpando e modificando o texto, muitas vezes com base numa desonestidade cega!
... Vale ressaltar que algumas passagens polêmicas, como as da Lei de Moisés, precisam ser bem compreendidas e interpretadas para se extrair a beleza e a razão ali inserida. Também falham os críticos ao tomar um versículo perdido entre os milhares, picotear a Bíblia e, ao criarem sua heresia, não tentar respaldá-la com outras passagens bíblicas que a comprovem. Por fim, usam de argumentos extra-bíblicos para desmerecer a Palavra, como a Inquisição, as Cruzadas, a pobreza do cristianismo atual e etc, sendo que em tudo contradizem as Escrituras, demonstrando que são falhas de homens, não de Deus. Nenhum argumento embasado nesses traços de completa ignorância pode ser tido como válido.
Vejamos alguns argumentos, tirados das precipitações relatadas acima, que os críticos lançam: "a Bíblia é machista", "a Bíblia incentiva a violência", "a Bíblia é preconceituosa", "a Bíblia estimula a divisão". Alguns lançam essas idéias com base nalgum versículo qualquer, outros tantos as repetem, como papagaios, mas sabem menos do que os primeiros sobre o que estão falando. Vale ressaltar: o absurdo mal exemplo em tudo que são os cristãos de hoje, não invalida as Escrituras, que se mantém imutáveis e incorruptíveis.
A Bíblia realmente é machista? De certa forma sim, não posso negar. Mas quem disse que essa dosagem moderada de machismo é, necessariamente, ruim? Deus criou Adão antes e, por seu pedido, Eva, para auxiliá-lo. É o conceito do Éden e o início da hierarquia familiar, essencial para o bom desenvolvimento da criança, incentivada ao respeito e submissão. Uma sociedade sem líderes desde o seu nível fundamental, a família, facilmente entra em caos e ruínas. É o que está acontecendo hoje, com o avanço do feminismo. E pense mais: um homem submetido à Jesus e mantendo um relacionamento embasado no amor incondicional com sua esposa, não é um fardo, mas um presente para ela. Leia mais: "Onde está a coerência?" E use do mesmo conceito relatado acima: é melhor alternativa para o bem geral uma sociedade feminista ou patriarcal? De qualquer forma, a fé cristã é a única a valorizar, de fato, a mulher.
De qualquer forma, a mulher é muito bem defendida e valorizada na Bíblia, a começar pelo fato de Eva ter tido o privilégio de ser aquela a principiar o andamento da primeira profecia messiânica, em Gênesis 3:15. Deus honrou as mulheres, inclusive as mais marginalizadas, como Rute, viúva e estrangeira em Israel e Raabe, ou estéreis, como as mães de Sansão, de Isaque -Sara-, de Samuel -Ana-, de Jacó -Rebeca- ou dos pais de três tribos de Israel (Benjamim, Efraim e Manassés) -Raquel. Não se deve esquecer de Ester e sua magnífica história, da valente juíza Débora e, em especial, de Maria, mãe de Jesus. Além desses exemplos, há passagens bíblicas que valorizam-na:
Provérbios 31:10-31 - a mulher virtuosa. Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis.
Efésios 5:25-33 - amor à mulher. Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.
Vasculhando a internet percebi que uma grande parcela dos versículos tidos como machistas pertencem aos apócrifos, contidos na Bíblia católica. Acontece que desde antes de Cristo, os judeus definiram o Antigo Testamento exatamente como os protestantes o têm e sempre duvidaram da autenticidade dos apócrifos, até porque a maioria dos do Antigo Testamento foram escritos no Período de Silêncio, os séculos sem profeta algum em Israel antes da vinda de Cristo. Os do Novo Testamento, na maioria, foram escritos tardiamente, até dois séculos depois do período ideal, do padrão. A autoria dos apócrifos é severamente duvidosa, alguns assinaram textos com o nome de algum apóstolo ou profeta famoso, com intenções duvidosas, visto que as obras tratam de determinados assuntos de forma diferente ao restante da Palavra, entrando em contradição. A diferença no padrão da escrita escancara se o autor é o genuíno ou um farsante. Há também livros cuja autoria é transmitida verazmente, indicando não se tratar de um apóstolo ou profeta, alguém sem autoridade suficiente para ter sua obra no cânon.
A Bíblia incentiva a violência? De forma alguma, ainda mais no que se refere ao nosso testamento, a Nova Aliança, o Novo Testamento. Jesus chegou ao ponto de curar a orelha de um soldado romano que fora capturá-lo para julgamento, aquela que Pedro cortou numa reação explosiva de defesa do Mestre. Em nada do que Jesus dissera houve apologia à violência, seus atos, em momento algum a demonstraram -quando expulsou os mercadores do Templo, estava evitando aqueles que "violentavam" maldosamente a Casa de Deus. Em extremo contrário, Jesus incentivou o amor e o respeito. Assim fizeram seus sucessores, os apóstolos e os cristãos da Igreja Primitiva, sendo muito antes mártires do que inquisidores, o que vieram a ser quando baniram Cristo, o exemplo de amor, da igreja.
"Mas Deus não matava muitos?" Eu falo sobre isso nas postagens: "No calor da batalha" e "Por que se opor?", o que tenho a dizer de diferente é: um rei seria hipócrita se, mesmo indo para a guerra lutar pelo seu povo, exigisse ordem e respeito entre seus subordinados? Não é porque ele fora se envolver no caos da batalha, que sua palavra de ordem não deverá ser respeitada. Deus matando não se destrói, o homem, sim.
A Bíblia começa, já no Antigo Testamento, proibindo a violência entre o povo de Israel, mostrando que o padrão moral de Deus é este. A Lei é bem explícita: "Não matarás". Êxodo 20:13; Êxodo 23:7; Deuteronômio 5:17. O Novo Testamento reforça: Romanos 13:9, repare no poder da frase: "amarás o teu próximo como a ti mesmo". Mateus 19:18-19; Mateus 5:21. Veja os conceitos de vida belíssimos de Êxodo 23:1-14 - "Se vires o jumento, daquele que te odeia, caído debaixo da sua carga, deixarás pois de ajudá-lo? Certamente o ajudarás a levantá-lo"; "Não perverterás o direito do teu pobre na sua demanda."; "Também não oprimirás o estrangeiro". E Mateus 5:1:12, que, além de tudo, nos instiga a não oprimir quando somos oprimidos, não devolver na mesma moeda, suportar. Dar a outra face.
A Bíblia, além de ordenanças práticas, exprime os conceitos que devem fundamentá-las, para não matar ou oprimir, é necessário se fundamentar no amor. Passagens que fazem apologia ao amor são extremamente comuns na Palavra, já que o Seu inspirador é o próprio Amor - 1 João 4:8. Analise a perfeição moral que há em 1 João 4:12 - "Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor." 2 Coríntios 13:11 - "Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco." 2 Tessalonicenses 3:5 "Ora o Senhor encaminhe os vossos corações no amor de Deus, e na paciência de Cristo." Veja mais disso na Bíblia ->aqui<-. Lucas 6:32-35 é bom complemento, mas analise com atenção o maravilhosamente poético texto de 1 Coríntios 13. Não esqueça: O Fruto do Espírito é o amor! - Leia mais na postagem: "O Mandamento".
A Bíblia é preconceituosa? Por que, de uma hora pra outra, conceitos de milênios, pura e perfeitamente bem fundamentados, começaram a ser questionados de forma tão violenta a ponto de serem, tardiamente, tidos como "preconceitos"? Tudo o que proíbe, que bani, que exclui algo, que ataca a liberdade extrema, qualquer privação, qualquer barreira à loucura praticada por alguns, é tido como "preconceito", mesmo sendo um conceito bem fundamentado. Pelo fato de a Bíblia condenar atos como o homossexualismo, é que vejo um futuro negro para ela, sendo, por causa de dois ou três versículos, acusada como opressora, inimiga das minorias e etc. Falo sobre isso na postagem "Por que se opor?". Mas, lembre-se: Jesus veio para os necessitados, foi amável com prostitutas, ladrões, mendigos e outros que eram marginalizados pela sociedade.
A Bíblia estimula a divisão? Estimulando o amor, estimula a união. Mas há outros conceitos na Palavra expressos que conduzem à relacionamentos puros e genuínos, a começar pela transparência e caráter: Êxodo 20:15-17; Êxodo 23:6-9; 1 Samuel 16:7; Mateus 18:21-22 Lucas 6:35-38; Romanos 13:5-8; Tiago 2:11; 2 Coríntios 13:5-9; 1 Timóteo 1:5; 1João2:9. A Palavra estimula a igualdade e união: Colossenses 3:12-13; 2 Coríntios 5:18-19; Efésios 2:14-16; Hebreus 12:15; 2 Coríntios 2:7-11; Efésios 4:16 e 5:4-5 e 1 Coríntios 12; João 3:16 (igualdade); Tiago 1:19.
Leia Salmos, Provérbios, Eclesiastes, leia os evangelhos, leia as cartas de Paulo, encontre a sabedoria, encontre a razão, encontre o ideal mais perfeito de vida e, por fim, se for cristão veja qual o valor que tem dado para algo tão belo e, se for cético anticristão, no que se fundamenta a tua ira para com o cristianismo. Seja sóbrio, seja honesto. Leia a Bíblia para mudar sua visão, para mudar a sua vida!
Não há como negar: o cristianismo detém uma preciosidade de valor imensurável, não há nada mais sábio e benéfico nesse mundo do que aquilo que está contido na Bíblia! Você, cético, tem algo melhor para oferecer para os desiludidos, para os pobres? Hoje mesmo eu voltei de um trabalho social na Ilha das Flores, em Porto Alegre, como parte de meu curso de teologia. Vi a miséria nas casas feitas em tábuas podres, cercadas de lixo, em faces sujas e sofridas. Dois dias, cinco horas de serviço, para mudar a vida de uma família voluntariamente, removendo a sujeira de dentro e fora da casa, pintando as paredes, isolando o interior, reforçando a estrutura. Sim, eu fui movido pelo cristianismo e para o cristianismo, afim de ajudar, de boa vontade, os que precisavam e mostrá-los, com mais clareza, a que Deus eu sirvo, apresentando-lhes a oportunidade de conhecê-Lo melhor. Amigo: quem passa fome não quer saber de tuas teorias mirabolantes, de tua rebeldia, de tua desonestidade intelectual! Quer ter esperança, acima de tudo!
Apesar de toda a condenada hipocrisia dos cristãos de hoje -Mateus 23:29-33- e o individualismo consumista, antropocentrista, que se alastra pelas igrejas, sendo que há muitos ateus a fazer um trabalho social melhor do que cristãos, a Igreja tem conseguido se espalhar pelo mundo e desempenhar a melhor, mas ampla e bem estruturada ajuda humanitária a nível mundial, levando, apenas por Deus e para Deus, a Palavra a locais indesejados, oferecendo algo que só ela pode oferecer à povos esquecidos e oprimidos: a salvação. O que você, cético, tem a mostrar de útil para canibais? Escravos? Me diga!
"Mas, de que isso tudo importa se a Bíblia não for a Verdade? Tudo se fundamenta numa mentira?" Se a Palavra não fosse genuína, seu papel decisivo em prol do bem da humanidade não seria alterado, o fruto de sua existência continuaria o mesmo. Acontece que a Palavra, sem dúvida, é veraz. Já falei sobre isso nas postagens: "Pelo que luto", "Perdidos no pântano", "A Opção", "Desafio profético" e "Por que se opor?", mas trarei algumas evidências novas, que adquiri no curso de teologia, afim de que saiba que, se o próprio Deus inspirou algo, deve ele ser exatamente aquilo que precisamos, como criaturas dEle:
Há uma série de sítios arqueológicos espalhados, em especial, pelo Oriente Médio, que reforçam a verdade inserida no Antigo Testamento, indicando acontecimentos, costumes e, até mesmo, personagens relatados na Bíblia. Alguns desses locais são: Ebla, uma capital cananéia de cerca de 1.300 a.C, onde se encontraram mais de 15 mil manuscritos; Mari, um centro político mesopotâmico com mais de 25.ooo documentos; Nuzi, 1.500 a.C., onde se encontraram mais de 1.000 documentos; Amarna, onde foram achadas mais de 400 cartas relatando uma retumbante agitação na Palestina (chegada dos hebreus com Josué); Ugarite, onde se encontrou resquícios do culto a Baal; Nínive, onde se encontraram documentos referentes ao Dilúvio... E objetos mais específicos: a Pedra Moabita, 900 a.C., fala da terra de Moabe, que um rei israelita a governou e que Iavé era seu deus; o Obelisco Negro relata os ataques assírios a Israel; o Prisma de Senaqueribe, que fala sobre como tal rei conquistou Judá e humilhou Zedequias...
Sobre a transmissão do Antigo Testamento: os Manuscritos do Mar Morto contém porções antiqüíssimas de cada livro do AT e um rolo completo de Isaías, datando de 200 a 135 a.C. A Septuaginta, LXX, fora uma tradução do Antigo Testamento para o grego, promovida por 70 eruditos por volta de 200 a.C. O Texto Massorético provém de um grupo de escribas chamados Massoretas, que se dedicaram à cópia meticulosa e a padronização do texto hebraico entre 500 e 1100 d.C. Eles seguiam um rígido protocolo, sempre escrevendo colunas de 48 e 60 linhas, sendo cada linha formada de 30 letras. Nunca copiavam uma letra sequer do manuscrito em que se baseavam sem analisá-la. Sempre deveria haver um espaço entre uma letra e outra e o espaço de uma letra entre uma palavra e outra. Se houvesse um erro, o manuscrito era destruído. Há relatos de escribas que padeciam de dores terríveis e estresse profundo devido ao desgaste dessa profissão meticulosa. O detalhe mais interessante é que há diferenças ínfimas entre os Manuscritos do Mar Morto e o Texto Massorético, mesmo estando separados por mais de uma dezena de séculos. Isso prova que não houve grande perda ou modificação na Bíblia com o passar do tempo, como alega a crítica.

O Novo Testamento torna-se verídico se o Antigo Testamento o for e, se o Novo Testamento for verídico, o Antigo Testamento também o é. O Novo Testamento é ainda mais bem respaldado de provas arqueológicas:

Fragmentos de papiros: os documentos manuscritos mais antigos que se têm são 76 fragmentos de papiros dos séculos II e III, sobreviventes da destruição massiva de documentos cristãos nos tempos de grande perseguição romana. O mais antigo desses é Papiro John Ryland, P52, datado de 125 d.C, contendo um fragmento do evangelho de João. Os Papiros Chester Beatty ou P45, 46 e 47, contém quase todo o Novo Testamento e datam de cerca de 250 d.C.

Os Unciais: sem perseguição, o número de manuscritos aumenta muito entre os séc IV e IX. Há 297 códices unciais, a maioria provindos de monastérios.

Os Minúsculos: à partir do séc IX, com a introdução do grego, 4,643 manuscritos do NT foram escritos. Há variações entre eles, devido à suas disposições geográficas: alexandrinos, ocidentais e bizantinos.

A Vulgata: em 382 d.C. o Papa Damásio I providenciou a tradução da Bíblia inteira para o latim com base nos melhores manuscritos gregos de que dispunha.

O Novo Testamento grego em comparação com outros documentos gregos, tidos como verdadeiros:

“A Tetralogia”, Platão: fora escrita em 400 a.C, porém a cópia mais próxima dessa data é de 900 d.C, compreendendo um intervalo de 1300 anos. Há apenas 7 cópias disponíveis.

Aristóteles: 384-322 a.C, a primeira cópia de seus documentos data de 1100 d.C, compreendendo um vácuo de 1400 anos. Há 193 cópias disponíveis.

“A Ilíada”, Homero: escrita cerca de 900 a.C, mas copiada pela primeira vez, até que se sabe, no ano 400 d.C. Há um intervalo de 1300 anos. Há 643 cópias.

Heródoto: 480-425 a.C, cuja obra mais antiga copiada data de 900 d.C. 1300 anos de intervalo. Há 8 cópias.

Novo Testamento: 50-90 d.C, sendo copiado pela primeira vez, até onde sabemos, no ano 125 d.C, compreendendo um intervalo menor do que uma vida humana, 35 anos. Há mais de 5000 manuscritos gregos do Novo Testamento. Os outros documentos, todos, são embasados por 851 exemplares manuscritos, um número quase seis vezes menor do que a quantidade de manuscritos contados no cálculo. Uma diferença monstruosa. Por que o NT é tão desafiado e duvidado, se é, pelo menos, seis vezes mais bem respaldado do que uma série inteira de documentos antigos copiados e largamente explorados e valorizados pela nossa sociedade? A larga divulgação do Novo Testamento na sua época de origem mostra o fervor incomparável dos primeiros cristãos, só possível com base numa verdade pela qual valia a pena perder a vida.

Obs: Os Manuscritos do Mar Morto possuem alguns rolos datados de 200 a.C, cerca de duzentos anos mais novos do que os últimos relatos bíblicos do Antigo Testamento, porém, há um reforço histórico e extra-bíblico durante esse intervalo, como diz o Talmude Babilônico, dos tempos do Período de Silêncio, entre o AT e o NT: “Depois dos últimos profetas, Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo saiu de Israel.” E, sobre a manutenção das Escrituras por parte dos judeus, relatada por Josefo, historiador judeu do séc I: “Quão firmemente nós temos dado créditos a estes livros da nossa nação é evidente pelo que nós fazemos. Pois durante todos esses anos ninguém teve a ousadia de adicionar ou retirar ou adulterar quais quer partes desses escritos. É natural para todos os judeus, desde o seu nascimento, a estimar estes livros que contém as doutrinas divinas, e persistir nelas, e se for necessário estar disposto a inclusive morrer por elas.” No mesmo século desses rolos do Mar Morto, se encontra a Septuaginta, quando os tais 70 eruditos tomaram os rolos em hebraico e aramaico e os traduziram para grego. Os Massoretas, 1.300 anos depois, escreveram manuscritos idênticos aos da Septuaginta, o que você me diz? Existem outras variantes com outros manuscritos, mas 99% delas não interferem em nada na fé cristã. Eu acho que a Bíblia merece mais crédito.

Meu caro leitor: entende agora, mais do que nunca, por que você, se for cristão, deve lutar com todas as forças na defesa da fé cristã? Ou, se for ateu, o por quê de que pessoas como eu dedicam tempo e energia nessa luta?! Algo tão belo e benéfico deve ser preservado, mesmo que a sociedade não o queira! A Palavra do Deus Vivo PRECISA ser defendida, em prol da salvação dos desiludidos e sedentos, em prol da defesa da sociedade como um todo, servindo como última fronteira resistente para o avanço do caos. Sejamos nós, cristãos, como anticorpos no organismo desse mundo, opositores a tudo que concebemos como maléfico e destrutivo. Não nos poupemos! Que honra maior pode haver para o guerreiro do que morrer lutando?!

E você, cético, que me diz? Não é porque discorde de algo que deva tentar destruí-lo. Eu não concordo com a existência da Ilha das Flores, pois preferia que aquelas pessoas estivessem em local e situação melhor, mas nem por isso acharia saudável ir lá, derrubar a vila e expulsar todos. Ficariam em situação ainda pior. Muito melhor é ter planos de reformar a vila ou oferecer algo melhor depois de derrubadas as casas precárias. Se você quer destruir o cristianismo, esteja ciente de que destruirá muito mais do que uma simples ideologia. Se você quer destruir o cristianismo, tome para si a responsabilidade de criar algo melhor para substituí-lo. Eu jamais devo derrubar um muro e deixar as ruínas para trás, esperando que alguém tenha a boa vontade de reconstruí-lo doutra forma. Destruir pode ser mais fácil e divertido, mas, certamente, só produzirá caos se a obra se limitar somente a isso.

Resistamos, cristãos! Não nos querem, mas sabemos que "não sabem o que falam"! Resistamos! Mesmo que pareçamos pouco e nada mediante o caos, mediante o mal arrasador que cresce e se alastra, que se ergue e tenta nos amedrontar! Não, não esqueçamos do Senhor do Universo, que permite que enfrentemos gigantes para que Seu nome seja engrandecido! O que vier nos é lucro, seja vida, seja morte. O legado que deixaremos ecoará. Construamos para a eternidade!

Natanael Castoldi


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